Livro: Enterrado, mas Ainda Vivo!: Identidade Punk e Território em Londrina
Autor: Nécio Turra Neto
Ano: 2001
Neste livro o autor narra a cena punk de Londrina no Paraná, mas cita por muitos trechos sobre a convivência com alguns punks daqui de Curitiba que estavam morando por lá.
Também conta seu relato de algumas passagens que teve aqui pela capital no final dos anos 90.
Depois do almoço, o medo parecia ter se dissipado no ar. Então a Kátia falou para irmos ver os/as punks de Curitiba, que ficavam na rua XV - parece que todas as tardes, é ali que eles/as ficam para manguear e vender seus trabalhos. Fomos. E lá estavam os/as punks de Curitiba. A Kátia, o Paulo, o Maurício e o Marco (mais recentemente) conheciam quase todos os que estavam ali. Era em torno de uns três punks e uma punk. Eles tinham mais amizade com o Mosquito, um punk que já havia morado no squatt Paiol. Falaram de conhecidos em comum, quem estava tocando com quem, qual era a produção de zines do momento, sobre o evento que vai acontecer em Londrina nos dias 22 e 23 de abril, ou seja, de assuntos de interesse geral para o movimento.
Falaram também de carecas... das tretas entre eles. O Mosquito mostrou a mão atingida por uma machadada de careca, quando estava com a companheira e o filho. A mão dele tinha uma cicatriz bastante grande e alguns de seus dedos ainda estavam recuperando o movimento. Segundo outro punk (o Zezinho), que estava com eles no momento do ataque, eles estavam saindo de um show, todos muito altos já, com o filho do Mosquito no carrinho. Então apareceram uns dez carecas...
Quando deixamos os punks de Curitiba, após recomendações de cuidado com certos lugares em que há carecas, a Kátia virou para mim e disse: “Agora você conheceu punks de verdade!”
Os nomes são todos pseudônimos, provavelmente para não expor as pessoas relatadas na obra.
Agradecimento ao amigo Tiago por garimpar e nos repassar o material em PDF.

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